Gavião RealAproximadamente 1/3 das aves encontradas no Brasil, podem ser encontradas na região, o que certamente caracteriza a região como um dos melhores locais para esta atividade.

Das mais de 600 espécies de aves registradas na região, algumas são avistadas com frequência em áreas próximo da Pousada. Alguns registros obtidos para algumas espécies (Pipile cumanensis, Pyrrhura amazonum, Progne subis, Phaethornis malaris, Graydidascalus brachyurus, Atticora melanoleuca e Ramphastos toco) constituem extensões de distribuição bastante significativas para a região.

A região é habitada por pássaros dificilmente vistos em outros locais. Destacamos: Araçari-negro (Selenidera piperivora), Uirapuru verdadeiro (Musician Wren), Araçari-miudinho-"verde" (Pteroglossus viridis), Arapaçu-assobiador (Xiphorhynchus pardalotus), Barbudo-pardo (Malacoptila fusca), Cabeça-de-ouro (Dixiphia erythrocephala), Amarelinho (Inezia subflava), Choquinha-estriada (Myrmotherula surinamensis), Macuru-de-pescoço-branco (Notharchus macrorhynchos), Pica-pau-barrado (Celeus undatus) e Polícia-do-mato (Granatellus pelzelni).

 

Dentre as espécies de grande porte, pode-se citar o Jacu-verdadeiro (Aburria cujubi / Pipile cujubi), Mutum-cavalo (Pauxi tuberosa / Mitu tuberosum), Mutum-de-penacho (Crax fasciolata), Socoí-zigue-zague (Zebrilus undulatus), Garça-da-mata (Agamia agami), Anambé-preto (Cephalopterus ornatus) e muitas Arirambas, como a Ariramba-da-mata (Galbula cyanicollis), Ariramba-bronzeada (Galbula leucogastra), Ariramba-do-paraíso (Galbula dea) e Jacamaraçu (Jacamerops aureus).

Espécies interessantes de Bucconidaes incluem o Macuru-de-peito-marrom (Notharchus ordii), Rapazinho-estriado (Nystalus striolatus), Rapazinho-de-colar (Bucco capensis), Barbudo-de-pescoço-ferrugem (Malacoptila rufa), Macuru-de-testa-branca (Notharchus hyperrhynchus), Macuru-pintado (Notharchus tectus), Rapazinho-carijó (Bucco tamatia) e Urubuzinho (Chelidoptera tenebrosa).

No nível mais próximo do solo, a floresta é povoada por uma variedade de espécies das famílias Thamnophilidae, Formicariidae e Grallariidae, que competem no mesmo habitat de espécies fascinantes de uirapurus, tangarás, soldadinhos e fruxus, tais como o Tangará-falso (Chiroxiphia pareola), Cabeça-encarnada (Pipra rubrocapilla), Uirapuru-de-chapéu-branco (Lepidothrix nattereri), Uirapuru-cigarra (Machaeropterus pyrocephalus) e Coroa-de-fogo (Heterocercus linteatus).

Nas margens do rio, espécies de coloração muito viva de martins-pescadores são geralmente encontradas como o Martim-pescador-grande (Megaceryle torquata), Martim-pescador-verde (Chloroceryle amazona), Martim-pescador-pequeno (Chloroceryle americana), Martim-pescador-da-mata (Chloroceryle inda) e Martinho (Chloroceryle aenea).

 

Na parte alta da copa das árvores pode-se encontrar seis diferentes espécies de araras: Araracanga (Ara macao), Arara-canindé (Ara ararauna), Maracanã-guaçu (Ara severus), Arara-vermelha-grande (Ara chloropterus), Maracanã-verdadeira (Primolius maracana) e Maracanã-do-buriti (Orthopsittaca manilatus / Orthopsittaca manilata), além de diversas espécies de papagaios como a Marianinha-de-cabeça-amarela (Pionites leucogaster), Curica-de-bochecha-laranja (Pyrilia barrabandi), Maitaca-de-cabeça-azul (Pionus menstruus), Papagaio-dos-garbes (Amazona kawalli) e Anacã (Deroptyus accipitrinus), bem como os magníficos periquitos Tiriba-do-madeira (Pyrrhura snethlageae / Pyrrhura amazonum snethlageae), Periquitão-maracanã (Psittacara leucophthalmus / Aratinga leucophthalma), Tuim-de-bico-escuro (Forpus modestus), Periquito-de-asa-dourada (Brotogeris chrysoptera) e Tiriba-de-barriga-vermelha (Pyrrhura perlata).

Outras espécies encontradas na copa das árvores incluem diversas Cotingas como Anambé-azul (Cotinga cayana), Anambé-pompadora (Xipholena punicea) e Cotinga-de-garganta-encarnada (Porphyrolaema porphyrolaema); espécies de saíras como o Anambé-pombo (Gymnoderus foetidus), Sete-cores-da-amazônia (Tangara chilensis) e Saíra-Diamante (Tangara velia); além do Anambé-de-coroa (Iodopleura isabellae). Araçaris muito coloridos e alegres são vistos com frequência comendo frutos das palmeiras como o carismático Araçari-mulato (Pteroglossus beauharnaesii) e o Araçari-de-pescoço-vermelho (Pteroglossus bitorquatus).

Dentre outras aves possíveis de serem vistas incluem a Coruja-preta (Ciccaba huhula), Coruja-de-crista (Lophostrix cristata) e Caburé-da-amazônia (Glaucidium hardyi), bem como a Mãe-da-lua-parda (Nyctibius aethereus) e Mãe-da-lua-gigante (Nyctibius grandis). De manhã bem cedo ou no final da tarde tanto o Gaivão real (Harpia harpyja) quanto o Uiraçu-falso (Morphnus guianensis) são algumas vezes observados.

Atividades

Myrmotherula surinamensis - Guianan Streaked-AntwrenAs atividades costumam começar muito cedo pela manhã, antes do sol nascer. É neste momento que a atividade dos pássaros é mais intensa. Os guias irão procurar as espécies endêmicas e os famosos bandos mistos, onde diversas espécies podem ser vistas em um mesmo local, com frequência alimentando-se de insetos. As trilhas percorrem diversos habitats, onde pode-se avistar as espécies especialistas de bambus, sub-bosque, margem dos rios e dossel.

Normalmente as trilhas são feitas de forma lenta e é comum aguardar em um mesmo local para avistar as aves. Por esta razão, os grupos ficam muitas horas na floresta durante uma excursão de meio período.

Observadores de aves especializados podem informar quais espécies gostariam de avistar durante sua estada para que os guias tenham essa informação e aumentem as chances de encontrá-las.

É importante levar em consideração que observar aves na Amazônia é uma tarefa mais desafiadora do que em regiões de cerrado, pois muitas aves estão escondidas dentro da floresta e se movem com frequência. Outras são tímidas e difíceis de encontrar. Contudo, a recompensa é muito gratificante ao encontrar espécies que não podem ser vistas em nenhum outro lugar do mundo.

Os guias que conduzem estes grupos são especializados em observação de aves.

 


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